domingo, 7 de novembro de 2010

O catolicismo popular e suas expressões no Agreste Pernambucano

    O catolicismo é a religião mais praticada no Brasil, fato evidenciado quando observamos as origens da colonização em nosso País, tendo como base o domínio português, país predominantemente católico. Além desse relevante fator, durante muito tempo, esta foi a religião oficial brasileira, amparada pelo Estado. A principal conseqüência disso é o grande número de católicos que há em nosso país: segundo o censo de 2000 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 73,7 % da população brasileira era católica.
    Hoje em dia o Estado brasileiro é laico, ou seja, é adotada a convivência respeitosa de todas as religiões. Sendo assim, nenhuma delas poderá ser proibida pelo Estado, nem tampouco subvencionada, ou seja, auxiliada financeiramente.
    O catolicismo tradicional, qual seja aquele que segue fielmente os dogmas que são impostos pelo Papa e que possuem uma conotação universal, vem muitas vezes acompanhado do chamado catolicismo popular. Este último pode ser considerado como sendo uma reinvenção do catolicismo, o qual leva em consideração as peculiaridades de cada localidade.  
    O catolicismo popular não é uma exclusividade encontrada no Brasil, mas é uma realidade que pode ser observada em diversos lugares do mundo. Onde quer que se encontre a Igreja Católica, há manifestações do catolicismo popular.
    Interessante notar-se que o termo catolicismo popular foi criado pela Igreja Católica oficial e não pelo povo em si. Quando se fala Igreja Católica oficial, fica claro que há uma duplicidade no que concerne à Igreja Católica, sendo que uma é aquela que segue os ritos oficiais ditados pelo Vaticano e a outra se refere à essa junção entre esta última e os costumes do povo.
    O catolicismo popular não está engessado nas classes sociais menos abastadas, sendo que todo aquele que emerge socialmente carrega consigo essa forma de praticar a religião católica. Esse fator desmistifica a idéia de que a crença popular na religião católica é exclusiva daqueles do povo. No Nordeste, muito se liga a idéia da crença no padre Cícero do Juazeiro à figura do sertanejo mais necessitado, sendo que essa idéia não é aceitável de acordo com o que foi anteriormente exposto.
    Segundo F. Boulard: “Devem ser incluídos no debate também santuários, romarias e festas de estações do ano”. Desse modo, a abrangência do que vem a ser catolicismo popular tende a crescer, sendo que na região Nordeste do Brasil, que será mais enfatizada nos estudos a serem realizados, é terreno fértil no que se refere à essas manifestações. Somente em levantamento geral, na região do Agreste Meridional de Pernambuco, encontramos o Santuário Mãe Rainha e de Santa Quitéria das Freixeiras, em Garanhuns - PE; Santuário de Nossa Senhora das Graças, em Pesqueira - PE; Santuários à Frei Damião, em Capoeiras - PE e São Joaquim do Monte-PE; a cidade de Belo Jardim também deve ganhar, até o final do ano de 2010, dois santuários, sendo um em homenagem à Frei Damião e o outro em homenagem à Nossa Senhora. Somente nesse apanhado geral, foi possível diagnosticar a grande quantidade de manifestações do catolicismo popular, por intermédio de santuários, que ocorrem na região do Agreste Meridional de Pernambuco.
    Quando se fala em catolicismo popular no Nordeste, não se pode negligenciar a cidade do Juazeiro do Norte, a qual conta com a figura do Padre Cícero Romão. Tido como santo pelos seus devotos, o Padre Cícero é o exemplo mais marcante dentre todos os anteriormente citados.  


Multidão acompanha celebração em homenagem ao Frei Damião na cidade de Capoeiras - PE. (Maio de 2010)



quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Conceito de Moderno e Reformas - Parte 2


Construiu-se durante o período de 1500 a 1800 um embate ideológico na mentalidade das populações ocidentais. Esse embate colocava em discussão a questão do Moderno e do Medieval, a qual se revelava sob vários enfoques. Então, o que seria moderno e o que seria medieval na visão dos homens daquela época? Como teria ocorrido essa percepção? Essas são questões básicas a serem respondidas, para que assim se possa compreender o conceito de moderno e relacioná-lo as reformas ocorridas no período em questão.
A passagem do medieval ao moderno não foi linear, como fica subentendido a partir da leitura dos livros didáticos. Essa transição ocorreu em diferentes ritmos e maneiras, sendo vislumbrada em diversos aspectos da existência humana. Alguns vultos da época tiveram a percepção de que o período no qual estavam vivendo representava um momento novo na história da humanidade, no entanto, se observamos os locais mais afastados dos grandes centros europeus, será possível notar que o processo não foi o mesmo. Inferimos, pois, que o que representava o moderno para os moradores de uma região européia, pode não ser comungado pelas pessoas de outras localidades.  
O referido processo de modernização, o qual se deu de uma maneira lenta e com várias etapas, foi modificando a visão de mundo dos europeus. Talvez, essa nova percepção de mundo tenha sido a maior conseqüência ocorrida quando da passagem do Medieval ao Moderno, pois reconstruiu a mentalidade de todo um continente, e, mais tarde, dos demais continentes nos quais foram levados esses ideários. Desse modo, percebe-se que a modernidade não ficou restrita à Europa, e, para exemplificar esse processo, há a transposição da religião luterana à América através dos ingleses, quando da colonização da América do Norte.     
Lutero é considerado como sendo um dos homens da época (século XVI) que estavam à frente do seu tempo, exercendo um papel importante no campo religioso. Mas é importante notar que a percepção de Lutero é apenas uma pequena parcela dos diversos prismas que configuraram a percepção da modernidade.
Como exemplo, podemos citar a percepção do que seria a verdade, a qual também sofreu modificações a partir do pensamento de figuras como Giordano Bruno e Galileu Galilei, vultos que também se encontravam à frente do seu tempo. A partir das suas idéias, formou-se a concepção de que não se pode mais pensar a verdade com algo que é imposto, no caso pela Igreja Católica, mas sim como um elemento dado pela natureza e que será desvendado pelo próprio homem de uma maneira individual. Desse modo, a relação homem-verdade não se dá mais de uma maneira vertical, ou seja, como realidade imposta por uma instituição que estaria acima de todas as outras e que deve ser aceita cegamente. Em confronto com os ideários anteriores, a nova concepção da realidade formada no período moderno configura-se pela forma horizontal, sendo, desse modo, autônoma e podendo ser desvendada pelo próprio homem.
A modificação da percepção da verdade alterou profundamente o campo religioso, representando uma grave ameaça à autoridade Católica. Tal fato ocorre na medida em que os dogmas da Igreja de Roma não passariam mais a serem aceitos por todos, visto que não há verdade absoluta. Partindo desse pressuposto, é possível afirmar que a partir das novas mentalidades foram ocorrendo, aos poucos, rupturas na unidade Católica, as quais seriam irreversíveis. Essas rupturas, no entanto, não representariam o desaparecimento do pensamento impregnado de forte religiosidade do povo europeu, na verdade, há uma modificação dessa visão mística. É justamente nesse ponto referente às mudanças na visão a respeito da religião, que se enquadra a essência da Reforma Luterana.   

domingo, 31 de outubro de 2010

Dia histórico - A primeira mulher no Planalto

Muito longe de realizar apologia a determinado partido político ou corrente ideológica, no dia de hoje, com a eleição de Dilma Roussef para a presidência da República, mais uma vez as barreiras do tradicionalismo da população brasileira foram quebradas. Depois de eleger o seu primeiro presidente nordestino, possuindo ele também o pioneirismo em ser oriundo das classes mais humildes, foi a vez de o Brasil levar ao Palácio  do Planalto a primeira mulher  que irá ocupar o cargo máximo do nosso País.
Esse processo não se realizou de maneira repentina, mas sim foi o fruto de longas modificações ocorridas na sociedade, tanto brasileira quanto mundial. A política, como um dos setores dessa sociedade, também refletiu essa nova configuração social. De uma mulher submissa às vontades, primeiramente do seu pai e depois do seu marido, a uma mulher que dita os rumos de uma nação com quase duzentos milhões de habitantes. São as marchas da História que acarretam em tais configurações observadas hoje em dia.
Que Dilma tenha muita sorte e saiba guiar o nosso País rumo ao caminho certo, caminho este que passa pela busca do bem de todos os seus cidadãos de maneira igualitária. 

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

O Barroco na Idade Moderna

   Toda e qualquer manifestação artística está, de alguma maneira, ligada ao período na qual ela está sendo produzida. Com o Barroco não foi diferente, sendo que ele esteve ligado ao período conhecido por Modernismo e também à Contra-Reforma realizada pela Igreja Católica.
    A escola denominada Barroca surgiu no final do século XVI e estendeu-se até o século XVIII, compreendendo uma fusão entre a arte gótica e a renascentista, mas dando uma nova roupagem a essas duas. O surgimento do Barroco se deu na Itália, mas não ficou restrito è ela. Uma das principais características dessa escola é  o antagonismo entre o bem e o mal, e isso retrata bem a época que se estava vivenciando, que era o período moderno, o qual quebrava com as concepções medievais. As manifestações artísticas que permeiam uma época não estão livres de concepções ideológicas presentes na mesma, e nesse contexto, a arte barroca procurava servir à corte, aos aristocratas e à Igreja Católica.   
    Como já foi falado, esse estilo de arte foi de grande utilidade à Igreja Católica, e essa utilização ocorreu à medida em que o Barroco deu suporte à esta última quando da sua reafirmação diante do abalo provocado pela Reforma Religiosa. As características encontradas no Barroco, como o contraste e o apelo às emoções justificam-se pelas profundas modificações pelas quais passava a Europa ao término de século XVI. Por esse motivo, há o predomínio das emoções, não havendo todo aquele equilíbrio de formas encontrado na arte renascentista. O principal objetivo era provocar impacto nas pessoas, principalmente através da grandiosidade das obras, exemplificado pelas suntuosas pinturas encontradas em tetos de Igrejas. 
    O estilo barroco não ficou restrito apenas à Europa, mas foi levado para diversas partes do mundo. A explicação desse fato ocorre quando levamos em consideração o período das Grandes Navegações que estava a ocorrer durante esse período, sobretudo durante os séculos XV e XVI.  Chegando nesses locais, o colonizador europeu realiza uma dominação não apenas política ou territorial, mas também de cunho cultural e ideológico. 

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Conceito de Moderno e Reformas - Parte 1 (Introdução)

     O presente artigo tem como finalidade levar ao conhecimento do leitor uma das diversas opiniões a respeito da Idade Moderna e sua relação com as Reformas ocorridas no referido período. A partir da análise das idéias contidas no texto a seguir, será possível ao leitor formar a sua própria opinião a respeito da temática abordada. (Na foto,  Martinho Lutero, iniciador da Reforma Religiosa).
     A idéia do que seria a modernidade em distintos âmbitos é o ponto de partida de todo o pensamento que será tratado no texto, desse modo, a questão religiosa será uma das implicações da passagem à Idade Moderna. É importante que se possa identificar o ponto de intersecção entre o pensamento moderno e os movimentos reformistas surgidos na Europa durante o século XVI.   
     O termo no plural indica que a Reforma Religiosa não se deu isoladamente, mas acarretou em um processo que pode ser observado em várias áreas da realidade humana. Nesse aspecto, serão analisadas as ligações ocorridas entre a Reforma Religiosa e os demais aspectos que estavam presentes na sociedade européia, dentre os quais se destacam o pensamento e a política.    
     A análise do processo da Reforma Luterana também será abordada, de modo a vislumbrar as suas características e as suas respectivas implicações. Serão vislumbrados também os seus precedentes, tidos como os motivos que levaram Lutero a rebelar-se diante da Igreja Católica. 

domingo, 24 de outubro de 2010

A Revolução Pernambucana - A “Nova Roma” se rebela mais uma vez (parte 1)

Leão do Norte é a denominação pela qual é conhecido o estado de Pernambuco. Denominação essa tida como sinônimo de povo guerreiro e que não se submete. Essa nobre fama pernambucana, a qual nos dá orgulho, vem desde os tempos da colônia, mais exatamente a partir expulsão dos holandeses da capitania sem o auxílio português, da Revolução Pernambucana em 1817 e da posterior Confederação do Equador em 1824. Nos tempos de D. João VI, o nosso estado era uma espécie de “ovelha negra” da colônia, sendo submetido a uma vigilância especial por parte do monarca. O mesmo também ocorrera durante o Império. De fato, nosso estado faz jus ao trecho do seu hino: “Nova Roma de bravos guerreiros”. 
    Liberdade, emancipação, auto determinação dos povos... Todos esses ideais estiveram presentes naquela que foi a primeira experiência republicana no Brasil, a Revolução Pernambucana de 1817. Mas, não é tão simples assim compreender essa Revolução, pois fatores externos e internos de certa complexidade estiveram nela presentes. É justamente nesses aspectos internos que iremos nos ater  nesse primeiro texto, quais sejam aqueles que constituíram os fatores que ocasionaram o levante republicano de 6 de Março de 1817 e que representavam particularidades do estado de Pernambuco.
    Durante o período do apogeu açucareiro, Pernambuco viveu os seus dias de glória, nosso estado era a capitania mais rica da colônia e o nordeste era a região que impulsionava a economia do Brasil. À essa época, o domínio sobre a capitania de Pernambuco estava nas mãos dos holandeses, que a invadiram com o intuito de explorar o comércio do açúcar. Aqui chegando, os invasores desenvolveram amplamente a produção do produto, principalmente durante a administração do Conde Maurício de Nassau. Enquanto Nassau esteve no comando da administração, a situação em Pernambuco se acalmou: além do já citado desenvolvimento econômico proporcionado pelo açúcar, a reconstrução de vários engenhos que haviam sido devastados durante a luta entre portugueses e holandeses e a liberdade religiosa foram os fatores que contribuíram para essa temporária “calmaria” pras bandas de cá. No entanto, foi só o conde ser afastado de suas funções pela Companhia das Índias Ocidentais, que as exigências aos pernambucanos foram retomadas. Daí também recomeçou a luta armada, até que em 1654 os holandeses foram expulsos de Pernambuco. Expulsos sem a ajuda da Coroa Portuguesa, diga-se de passagem... Por esse motivo, para os pernambucanos, devolver a capitania à Coroa foi um “favor”.  O sentimento de orgulho do povo pernambucano veio então à tona e as ordens vindas de Portugal eram, muitas vezes, ignoradas em Pernambuco. Ora, se Pernambuco não precisou da realeza para retomar seu território dos holandeses, por qual motivo precisaria dela para administrar o seu território? Com esse pensamento, chegou-se a cogitar a independência de Olinda durante a Guerra dos Mascates, em 1710.
     Sentir-se autônomo em relação à Metrópole não bastaria para assegurar a prosperidade pernambucana, eram necessárias riquezas e estas andavam meio escassas. Mas ora, Pernambuco não era o estado mais desenvolvido e com abundantes lucros advindos do açúcar? Era! A essa época a decadência começava a tomar conta do nosso estado. Antes, os holandeses conferiam crédito aos produtores de açúcar, com a expulsão destes, os portugueses passaram a explorar os primeiros mediante pesados impostos. Além disso, os flamengos empenharam-se em realizar o seu empreendimento açucareiro nas Antilhas e é óbvio que a concorrência também era fator prejudicial aos produtores de açúcar pernambucanos. Que contradição! A expulsão holandesa pela qual os pernambucanos tanto lutaram, acabou por se tornar fator prejudicial aos mesmos.
    Também com a presença da Corte portuguesa no Rio de janeiro, a qual trazia consigo todo um luxo e uma enorme quantidade de pessoas que nada faziam, vivendo às custas do rei, se fazia necessário que alguém sustentasse essa situação. E quem sustentava? Os produtores de açúcar pernambucanos! A partir desse momento, pesados impostos passam a recair sobre esses produtores, aumentando ainda mais a sua insatisfação.
    Se você ainda está achando pouco o que ocorria em Pernambuco, veja só o que ainda encontrávamos por aqui: os cargos administrativos eram predominantemente ocupados por portugueses, deixando os brasileiros, e os pernambucanos é óbvio, em segundo plano. Mais um motivo de insatisfação. 
    Esses fatores já seriam suficientes para o desencadeamento de uma revolta, mas ainda faltava o ingrediente final para que possamos ir além dela, chegando a uma revolução: o ingrediente ideológico. E aí entram em cena algumas figuras importantes, como os padres, militares e os maçons. A maçonaria foi meio de transposição de idéias da Europa para Pernambuco, isso se deu pelo fato de a maçonaria pernambucana ter ligações com a inglesa, diferentemente da fluminense, que era altamente influenciada pela portuguesa. Bem, mas esse já é assunto de uma nova postagem!         

sábado, 23 de outubro de 2010

Idade Média - Entre a luz e as trevas

A Idade Média é um dos assuntos que mais chama a atenção dos estudantes de história, sobretudo aqueles que ainda estão no ensino básico. A produção cinematográfica "Entre a Luz e as Trevas", do diretor Leslie Megahey, é recomendada àquelas pessoas que gostam do tema, sobretudo as que cursam o ensino superior, pelo fato dela possuir algumas cenas fortes. Segue abaixo uma breve resenha a respeito do filme:
O poder da Inquisição, assim como todos os seus julgamentos absurdos foi a temática central da película. O filme é riquíssimo, e oferece uma ampla visão no que se refere aos aspectos da Baixa Idade Média, mais exatamente no que concerne à Inquisição, abrangendo também o campo do Direito Medieval. Analisando seu título, já percebemos o quanto ele é sugestivo ao indicar uma contradição: a luz (que tem a intenção de representar a nova era que se aproximava, e as trevas, que oferece uma visão pejorativa do período Medieval). Essa é justamente a principal característica presente na mentalidade das pessoas durante a Baixa Idade Média: elas se encontram em um grande dilema, onde de um lado se encontra o tradicionalismo da Igreja Católica, baseado no medo da condenação, e por isso não eram permitidos determinados comportamentos, e de outro as novidades que estão surgindo graças a uma maior abertura da sociedade, proporcionando liberdade de pensamento. Essa idéia é retratada de maneira explícita no filme: o advogado indicado para defender uma porca em um tribunal da Santa Inquisição considerava tal situação um absurdo. Em contrapartida, uma grande parcela da população, ainda tomada por um pensamento fechado e dogmático, considerava o animal como sendo um assassino. Foi nesse contexto que a Inquisição encontrou terreno fértil para se propagar, basta analisarmos a enorme quantidade de pessoas e animais queimados nas fogueiras durante a Baixa Idade Média. Ela, na verdade, significou uma tentativa desesperada da Igreja Católica de manter todo o seu domínio e poder. O filme também proporciona a oportunidade de analisar como se dava o poder do senhor feudal, além de como era a mentalidade das pessoas comuns a seu respeito: ele desempenhava o papel de uma espécie de prefeito, juiz e polícia ao mesmo tempo, mas é importante notar que no filme já estava tendo início a desagregação do feudo e consequentemente a diminuição do poder senhorial. Para a maioria das pessoas, principalmente as mais humildes, o senhor era uma figura mítica e todos o temiam. Outro ponto interessante se refere ao luxo ostentado pelo alto clero Católico, sendo que este foi um dos motivos que fizeram com que a Igreja Católica se perdesse e, dessa forma, também perdesse muitos fiéis.